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quinta-feira, 13 de março de 2014

Doze ervas que promovem bons fluidos para sua casa

Não é preciso morar no campo para aproveitar as propriedades provenientes das ervas. Ótimas purificadoras de ambientes, elas funcionam como protetoras da casa, quando plantadas em floreiras ou compondo arranjos. Muitas delas são associadas a símbolos de riqueza, prosperidade, amor. Os diferentes aromas e formas estimulam sensação de bem-estar e, segundo a herborista Maly Caran, ajudam a atrair coisas boas para o dia-a-dia.

Alho - tradicional amuleto de proteção e boa sorte. Na Roma Antiga, era mastigado cru antes de os soldados irem para as batalhas, pois dava resistência e força para enfrentar o inimigo. É fácil cultivá-lo em casa, basta enterrar um dentinho num vaso: “O melhor é plantar na cozinha ou manter sempre uma réstia de alho pendurada perto do fogão. Isso mantém a família unida e protegida das más influências”, conta Maly.

Artemísia - erva da vitalidade e do entusiasmo. Ajuda a superar períodos de cansaço ou baixa de energia. O nome vem do grego Artemis, evocando a deusa da fertilidade e da feminilidade: “Quando tive meu terceiro filho, enfeitei a casa toda com essa erva, que protege o momento do parto e das colheitas. É ótima para espantar os maus fluidos, e um galhinho colocado no sapato guarda as pessoas durante longas viagens”, diz Maly.

Arruda - utilizada pelas benzedeiras para espantar o mau-olhado, essa erva de cheiro forte tem efeito protetor, simbolizando o arrependimento. É ótimo tê-la por perto: “Estimula a consciência dos próprios erros e ilumina as decisões mais acertadas”, conclui a herborista.

Malva - planta dos prazeres e da beleza. Suaviza os ânimos, ressalta as características femininas na mulher e desperta a sensibilidade nos homens. Facilmente cultivada em vasos, embeleza a casa e estimula a paixão: “Quando quiser conquistar alguém, coloque folhas de malva debaixo do lençol. No mínimo, o perfume será muito agradável”, sugere Caran.

Manjericão - erva associada à riqueza, à abundância e à boa sorte. Diz a lenda que ter em casa os sete tipos diferentes de manjericão traz dinheiro e prosperidade. “Plante as mudas ou sementes em lugar ensolarado e, quando começarem a crescer, o dinheiro estará chegando”, acredita Maly Caran. Os ramos também podem ser usados em arranjos e duram cerca de uma semana na água. Essa erva perfuma e embeleza os ambientes, com efeito estimulante e revitalizador.

Tomilho - uma plantinha cheirosa e de fácil cultivo. Fica bonita em vasos, mas as pequenas folhas secas também aromatizam os ambientes. O nome vem da palavra grega thymia, que significa perfume. Ótima para afugentar melancolia e estimular vigor e lucidez na hora de tomar decisões importantes.

Sálvia - o nome vem do latim, salvare, que evoca a cura. Era com a queima da sálvia que os curandeiros combatiam a peste e purificavam o ar dos ambientes infectados. “Em casa, um vaso de sálvia protege os moradores contra acidentes e doenças graves. A erva seca é usada na defumação. Nas duas formas promove a sensação imediata de força e bem-estar”, explica a herborista.

Hortelã - importante ter essa erva por perto quando a casa está em guerra, em tempos de turbulência e conflitos. Ajuda a dissolver a raiva e controla as atitudes precipitadas. “Essa planta tem efeito calmante e harmonizador. Tê-la em vasos ou arranjos, tomar chá ou banho com ela apazigua os ânimos”, acredita Caran.

Salsinha - famoso tempero, também é conhecido como a erva da juventude. Cultivar um vaso ou canteiro de salsinha traz entusiasmo, restaura a força e a saúde dos moradores. “Além de ser um anticanceroso intenso e de regular o ciclo menstrual, a erva, usada no banho de infusão, elimina as energias negativas do corpo e dá ânimo”, ensina Maly.

Louro - erva da fama e da glória. Na tradição greco-romana, imperadores, heróis e poetas usavam coroas de louro como sinal de que eram pessoas muito importantes. Ela tem propriedades purificadoras e relaxantes. “As folhas frescas ou secas mantêm-se sempre verdes. Colocadas no quarto, sobre a mesa ou no armário de roupas exalam perfume suave e atraem êxito”, garante a herborista.

Mirra - essa preciosa erva de origem oriental foi oferecida pelos Reis Magos ao menino Jesus recém-nascido. É uma planta de proteção e cultivá-la num vaso na entrada da casa traz bons fluidos a quem chega, protegendo os ambientes de qualquer negatividade. “Coloque as folhas em peneiras e, depois de secas, queime-as. É um incenso natural muito agradável”, ensina Maly.

Alecrim - erva da felicidade e do amor: “Quem está procurando um namorado deve guardar sempre um galhinho junto ao corpo”, aconselha Maly. O nome científico é Rosmarinus officinalis, que quer dizer orvalho do mar, simbolizando a inocência. Essa planta é forte e ao mesmo tempo delicada, gosta de sol e de vasos grandes. Em arranjos, os galhos combinados com rosas são a própria expressão do romantismo. As bruxas da Idade Média costumavam queimar alecrim para espantar maus espíritos, purificar a energia de pessoas e lugares. “Isso vale até hoje. É uma planta espiritual, evoca fidelidade e recordações felizes”, diz a herborista


Fonte Original do Texto: Escritos de Maly Caran


sexta-feira, 7 de março de 2014

A noção de obscuridade na Wicca

A maioria dos Wiccanos, isto é, os novos neo-pagãos, tem em sua cosmovisão e sabem da existência do "lado escuro" do universo. E é sobre o que vamos discutir aqui rapidamente.

O "lado escuro" do Universo e da vida como um todo pode incluir-se dentro do conceito perverso, sim ou não, a depender da crença individual de cada um. Porém no geral, podemos perceber, até mesmo na prática e com o passar dos anos, que aquilo que é iluminado e brilhante nem sempre é bom, para nós, fazendo assim com que compomos más relações.

Com isso podemos pensar junto com Espinosa os conceitos de bom e mal: "O bom existe quando um corpo compõe diretamente a sua relação com o nosso, e, com toda ou com uma parte sua potência, aumenta a nossa", e o mal "para nós existe quando um corpo decompõe a relação do nosso".

Logo, o lado obscuro do universo seria para nós, ora, más relações que se contenta em sofrer consequências, ora, boas relações que de todo modo, edifica. Um outro poderia chamar este princípio de outra maneira, como por exemplo, criação, renascimento, entropia, etc.

Os Wiccans, em vez de igualar o lado obscuro com o mal ou o perverso, entendem que o obscuro é uma parte inseparável da vida e do universo. Assim como a morte move a roda do ano.

Pensemos, junto com eles, muito embora os fertilizantes é composto em sua essência por materiais que se encontram em decomposição, que jardim poderia sobreviver sem estes fertilizantes? Este material está dentro do 'lado obscuro', porém nos trás benefícios, ou seja, houve uma boa relação. Do mesmo modo, a morte é um processo 'obscuro', mas que é parte integrante de nossa vida, assim como a do Deus.

Os pagãos tomam para si o culto da morte, em um de seus Sabás, como parte natural do ciclo anual. Portanto, os wiccanos preferem pensar que o obscuro é apenas um aspecto natural da vida e que não há por que ter medo, tampouco evitar, mas compreender e respeitar, uma vez que esta representa um papel muito bonito e importante na natureza e em nossa vida, refletindo então no universo.

Ritual de Samhain

segunda-feira, 3 de março de 2014

Desenvolvendo a Telepatia


Em teoria, todos têm a habilidade dentro de si mesmo, sobre tudo em sua mais tenra idade de suas vidas enquanto encarnado, porém com o passar do tempo, esta incrível habilidade vai se debilitante. Sim, isto mesmo, se desde jovem se empenhar a praticar esta habilidade, na vida adulta será muito mais fácil para desenvolvê-la.

Como também, há outras variantes que há de se levar em conta, como por exemplo, existem certas pessoas que já vem para esta vida com algumas predisposições, uma delas pode ser o envio de algumas mensagens e outras para recebimento de mensagens, somente com o pensamento.

Você deve estar se perguntando agora, "poxa, e como faço para saber se tenho ou não disposição?" Bom de todo modo eu lhe digo: Você sabe a resposta! Com certa sabe! Medite, e olhe para dentro de si, com certeza já aconteceu isso para você.

É importante tomar nota, somente que telepatia não é nada do que é visto nos filmes, como pensamentos completos ou uma conversa inteira somente com o pensamento. Bom, se assim o for, eu nunca tive experiência de algo do gênero. Outra nota importante também é: telepatia e afinidade são duas coisas diferentes! Quando você olha para um amigo(a) e já sabe o que ele quer dizer não é telepatia, é afinidade, com o tempo aprendemos a ler nosso amigos, mesmo sem perceber, por sua postura, modo de falar, agir, posição das mãos e etc.

Bom, vamos para o exercício fácil e prático, que é o seguinte:

1 - Primeiro passo, vocês encontram no "guia para iniciantes" que eu já publiquei aqui no blog, com o tempo vocês irão perceber que o primeiro passo é sempre a meditação. Mas por quê? Por que você precisa desenvolver a sua mente e não ficar perdido num monte de ideias, e sim saber separar o seus pensamentos e quando você disser: "Eu quero, e assim seja" que de fato "assim será". De oura maneira será difícil isto acontecer se você tiver fazendo este ou qualquer outro exercício e preocupado com a conversa ao lado, o que sua amiga falou para você hoje e etc. É preciso canalizar sua energia para um objetivo. Disciplina meu amigos, DISCIPLINA!

2 - Reforçando. Pratique a meditação em todo lugar em que você esteja. Meditação não é somente sentar em posição de lótus, com incenso de varetinha e etc. Como você fará essa meditação 24 hrs? Não perdendo seus objetivos de vista.
Vou falar a vocês algo que eu faço e que me ajudou bastante. Quando eu digo que vou fazer algo, eu faço! Te gente que por estar perdido a vários pensamentos acabam se atrapalhando todo, eu, por exemplo, quando digo que vou a lugar X eu vou a lugar X, e não a Z ou Y. Mesmo que depois eu tenha que voltar e passar por Z ou Y, caso precise. Mas se eu disse que vou a X, assim será. Aprenda a dor força a suas palavras e pensamentos. Repetindo: Nunca perca um objetivo de vista, e, sobretudo, creia no que está fazendo!

3 - Quando considerar que já levou o tempo necessário desenvolvendo a sua vontade, e que está preparado, peça a algum amigo para que possa meditar junto com você, será sua cobaia, de treinamento rs.


4 - Estando bem próximo um do outro, um ou dois passos de distância, lembre-se de respirar suavemente, relaxado e sem uma bagunça na cabeça, fique tranquilo e olhe no olhos de seus amigo e concentre-se em algo simples como uma cor ou número e visualize ele recebendo essa mensagem. Semelhante como na imagem acima. Dê uma pista para ele, por exemplo: "Número de 1 a 9" imagine um número e após um tempo peça para ele dizer em qual número estava imaginando. Pratique!

5 - Depois de muita prática e de estar seguro, será o momento de tentar numa distância maior e se empenhar no processo com outras pessoas, até mesmo que você não conhece e etc.

Use a imaginação.

E cuidado, não vá fazer nada de errado!


Saturno não é brincadeira! =D

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Rituais Wicca e sua Pluraridade



“Prometi não me intrometer. E mantive minha promessa. Mas confesso que quis coletar alguns testemunhos. Conversei com um camponês cujo campo, em virtude de um rito de fertilidade, passou a produzir três vezes mais que os campos vizinhos. Ele não sabia exatamente o que os feiticeiros haviam feito, mas sentia-se altamente reconhecido. E nem queria saber. Mas eu sim: e soube que numa determinada noite de lua nova houve danças de fertilidade em alguns lugares do campo, executadas por feiticeiros e feiticeiras totalmente nus.”

O Deus Chifrudo Ressurge na Inglaterra - Por George Langelaan

Fonte: Revista PLANETA – Junho 1973, n°. 10 (Editora Três)


        Rituais tanto são meios de culto, quanto são métodos de comunicação com deidades e espíritos ancestrais de nossa egrégora, através de uma linguagem simbólica que nos permite acessar outras dimensões, e ou estados de consciência alterados.
        Rituais são meios de ligação com as energias e poderes, tanto pessoais quanto naturais (ritos sazonais). Os Fluxos de energias (ano Crescente e Decrescente) alimentados pelos rituais influenciam nossa vida, e o aproveitamento desses fluxos e períodos de poder, marcados pelos Sabás e Esbás provocam mudanças significativas em tudo o que nos cerca e em nosso próprio interior.
        Uma das primeiras observações de nossos ancestrais foi a passagem dos ciclos naturais, as mudanças das estações que, inegavelmente estavam ligadas à sobrevivência dos clãs. A Roda do Ano é um calendário astral que cultua os eventos ocorridos na natureza em relação ao posicionamento geográfico de um determinado local em função do eixo da Terra, quando de sua órbita solar.
        O caminhar na Roda anual das festividades para os Wica, proporciona o sentido único de um despertar profundo, tanto para seus sentidos internos quanto para os externos, dilatando a própria observação da natureza circundante como algo novo e virgem, assim cada mudança dentro deste caminhar de estações e dos próprios mistérios transcorridos dentro dos Clãs em suas práticas, oferecem ao Wica uma intrincada forma para se acessar um conjunto de poderes.

  “A Srª. Wilson afirmou-me com toda naturalidade que ela realmente podia mudar o sentido do vento, fazer subir a maré ou fazer a neblina cercar a ilha, mas que jamais o fazia sem ter alguma razão muito especial para isso, sob pena de perder para sempre o seu poder.”

O Deus Chifrudo Ressurge na Inglaterra - Por George Langelaan

Fonte: Revista PLANETA – Junho 1973, n°. 10 (Editora Três)

        Mas, remontemo-nos à formação do que nos é possível conceber sobre nossa própria ‘arquitetura ritual’. Primeiro, podemos observar a composição de nossos rituais, como uma seqüência de antigos sincretismos, se puder chamar assim, nomeado futuramente por ‘Wica’, como Martinez descreve:

”O "culto das bruxas", a Arte, ou que nome alguém possa dar a ele (passou a ser chamado "Wica"), é o resultado de inúmeros sincretismos através dos séculos.”

        E ele continua, estabelecendo algumas das influências que determinaram a Ritualística Wicana atual:

        “Então para que você entenda melhor isso, vamos falar sobre o que sabemos sobre essas influências de diversas fontes e épocas.

a) Creio que uma das primeiras influências de que me lembro, são as migrações de povos do Oriente para o que conhecemos como Europa mediterrânea. Esses povos migraram de Çatal Hüyuk, mas não sabemos o motivo dessa civilização ter sido abandonada. Esses povos trouxeram os fundamentos do culto da Grande Deusa.

b) Os pictos eram um povo de pequena estatura que vivia nas charnecas da Bretanha; pintavam o corpo de azul esverdeado (daí a idéia que chegou até nós das fadas sendo verdes, até mesmo nos filmes e nos desenhos de Walt Disney) e por isso andavam nus. Claro que os ritos praticados pelos pictos seriam em nudez, porque eles viviam assim.

c) Nós também sabemos que muitos séculos depois, durante as invasões normandas,  os povos bretãos, franceses, espanhóis, etc.,  assimilaram elementos da religião normanda: vendas, cordas e nudez,  por exemplo. Nós sabemos que isso nos foi trazido por esses povos do norte, devido aos corpos encontrados  nas turfeiras da Dinamarca. Eram corpos de ambos os sexos e de todas as idades. Estavam nus,  com vendas nos olhos e com os braços amarrados nas costas. Os Normandos trouxeram o fundamento da liderança feminina, que foi assimilada pelos povos que viviam na França e Portugal.

d) Em seguida, outra fonte que forneceu muito do sincretismo absorvido pela bruxaria européia, foi a invasão moura na Península Ibérica. Os mouros eram um povo do norte da África e do Oriente Médio que trouxeram, lá pelo século VIII, práticas como a do Açoite,  a magia sexual, e os beijos rituais.  Essa foi a contribuição dos mouros para a bruxaria européia e que com o passar dos séculos é hoje conhecida como "Wicca".

e) Depois temos a influência dos Templários e da magia medieval. Os Templários também trouxeram elementos da magia oriental. Afinal passaram alguns séculos no Oriente.  A adoração do bode,  a nudez ritual,  o cordão ritual, etc.,  são contribuições dos Templários.

f) No nosso caso em particular, existe a influência cigana, via bruxaria francesa e Old George Pickingill no século XIX.

        Por essa pequena amostragem, você já pode perceber que a Arte incorporou diversos elementos estrangeiros, sendo que muitos deles eram praticados em diversos lugares diferentes e eram comuns, como por exemplo a nudez ritual (...)”


        À partir disto podemos traçar uma linha que estabelece nosso corpo ritual, ou nossa Liturgia, esse pode ser considerado a ‘matriz’ ou a ‘base’ na qual ‘todos’ os rituais Gardnerianos podem ser concebidos (com algumas poucas exceções, como no caso deste ser, por exemplo: uma iniciação, uma elevação, e ou outros rituais reservados somente a iniciados, e ou aos Elderes). 



HP Baco Liber