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quinta-feira, 26 de junho de 2014

O Livro de Magia Negra: Arthur Edward Waite

O livro de "A magia negra e os pactos" (The book of black magic and of pacts) é um livro proíbido do escritor e ocultista famoso chamado Arthur Edward Waite (1857-1942), autor de: A cabala sagrada (the holy Kabbalah); Nova enciclopédia da Franco-maçonaria (A new encyclopedia of freemasonry); Magia transcendental: doutrina e ritual (Transcendental Magic: its Doctrine and Ritual, baseada na obra de Eliphas Levi); Principe Starbeam (Prince Starbeam); entre outros.


O livro da magia negra e os pactos é uma espécie de recompilação de grimórios e livros malditos. Arthur Edward Waite tenta refutar a maioria das lendas que giram em torno destes textos, discutindo teologicamente os fundamentos detrás do ocultismo tradicional, por exemplo, a ideia medieval de que os Anjos e Demônios poderiam ser invocados para cumprir propósitos do evocador, que normalmente eram sempre nefastos.


Arthur Edward Waite foi um erudito em esoterismo e fenômenos paranormais. Escreveu extensamente sobre ocultismo, embora fosse de uma ótica bem mais cientifica, tentando agrupar e sistematizar a história do ocultismo ocidental. Em outras palavras, Arthut Edward Waite analisou a tradição espiritual do ocidente e a valorou-a como uma espécie de proto-ciência.

Não obstante, para realizar seus estudos Arthur Edward Waite participou dos encontros mais sinistros, por assim dizer, de sua época; Por exemplo, em uma das reuniões da Ordem Hermética da Golden Dawn (Hermetic Order of the Golden Dawn), como também da francomaçonaria, da Societas Rosicruciana in Anglia, e inclusive fundou seu próprio cônclave místico: A comunidade da Rosa Cruz (Fellowship of the Rosy cross).

O livro de magia negra foi bem recebido pelos círculos acadêmicos, como quase todos as obras feitas pelo Edward Waite. Até então nunca se havia tentando sistematizar a sabedoria dos antigos grimórios, o que gerou uma grande ansiedade para a sua publicação.

Após o êxito inicial, Arthur Edward Waite, continuou com seus estudos sobre esoterismo, magia, cabala, alquimia e em especial sobre as lendas do Santo Graal, fortemente influenciada pela sua com o escritor Arthut Machen.

Arthut Edward Waite conheceu Aleister Crowley, numa daquelas reuniões lendárias da Golden Dawn.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O Olho de Hórus - Documentário



O Olho de Hórus, este documentário tão antigo quanto impressionante mostra a história de uma suposta organização sacerdotal hermética, pertencentes à escola de mistérios conhecida como Olho de Hórus. Esta escola teria sido responsável pela orientação espiritual e a direção dos destinos do povo egípcio durante milhares de anos.

Seu objetivo principal teria sido o de promover a elevação do nível de consciência daquele povo através, principalmente, da construção de diversos templos sagrados ao longo das margens do rio Nilo. Além disso, tais sacerdotes eram os zelosos guardiões da sabedoria acumulada desde tempos imemoriais, quando ainda existia o continente perdido da Atlântida.

A série foi baseada nas investigações do egiptólogo e matemático R. A. Schwaller de Lubicz e nas realizações da escola Olho de Hórus. Os templos construídos por esta organização eram utilizados como enciclopédias de conhecimento, cujo objetivo era transmitir ao povo, ao longo de muitas gerações, a informação acumulada a respeito do funcionamento do universo.
Tais templos também serviram como polos de desenvolvimento social, político e econômico da civilização egípcia. Espiritualmente, os antigos sacerdotes estruturaram esta sociedade alicerçada em dois conceitos fundamentais: (1) a reencarnação como meio de evolução espiritual e (2) a iluminação como passo final deste processo.
Para los antigos egípcios, havia um plano divino baseado na reencarnação destinado a que o homem experimentasse em sua própria carne as leis que determinam o funcionamento do universo. Vivendo um processo evolutivo através do acúmulo de experiências ao longo de 700 reencarnações, o ser humano, inicialmente um ser instintivo, ignorante, inocente e primitivo, poderia se transformar em um super-homem, em um sábio imortal.
Além de templos, os sacerdotes da escola Olho de Hórus construíram enormes pirâmides para concentrar energias cósmicas e telúricas em câmaras focalizadoras, que elevavam a frequência vibratória de seus discípulos mais avançados. A utilização deste processo ampliava a percepção sensorial e permitia adquirir informações valiosas sobre outros planos de consciência cósmica.
Tais câmaras serviam ainda para a exploração metafísica. Diz-se que, nos dias de equinócio, utilizavam toda a energia acumulada no interior das pirâmides para impulsionar o aumento da frequência vibratória dos átomos dos altos iniciados para que abrissem como flores, liberando a luz contida no interior de seus núcleos.
Assim se produzia uma iluminação temporal do discípulo, durante a qual podia viajar conscientemente pelo tempo e pelo espaço.
As pirâmides egípcias teriam sido construídas sobre um dos centros neurais da rede electromagnética do planeta. Construídas com blocos de pedra talhada pelo homem, eram gigantescos cristais que vibravam harmonicamente com o planeta.
Este blocos de pedra contém quartzo, cujas moléculas, ao vibrarem, friccionam suas superfícies, carregando-se eletricamente num fenômeno que hoje conhecemos como piezoelétrico. Esta energia acumulada era utilizada para induzir estados alterados de consciência nos adeptos do Olho de Hórus.
O documentário original está dividido em 10 capítulos:
Capítulo 1: A Escola dos Mistérios.
Capítulo 2: O Senhor da Reencarnação.
Capítulo 3: A Esfinge, Guardiã do Horizonte.
Capítulo 4: A Flor da Vida.
Capítulo 5: O Complexo de Cristal.
Capítulo 6: A Máquina Quântica.
Capítulo 7: O Amanhecer da Astronomia.
Capítulo 8: O Caminho da Compreensão.
Capítulo 9: O Portal da Liberdade.
Capítulo 10: O Princípio Feminino.
"El Ojo de Horus"Apresentação: Fernando Malkún
Produção: Arcobaque Haus / Canal Infinito
Ano de Lançamento: 2000

segunda-feira, 24 de março de 2014

A Tumba do Senhor dos Cavalos, no Egito


Um grupo de cientistas espanhóis e italianos descobriram juntos em Tebas a tumba de May, que resultou ser, segundo investigações posteriores, um importante personagem público de sua época, o encarregado, nada menos que, dos cavalos do faraó.

A egiptóloga Mila Álvarez Sosa, da missão arqueológica Min-Project, relatou os passos desta descoberta aleatória: "Encontramos uma abertura quando estávamos realizando os trabalhos de limpeza e inspeção das minhas de Min e Kampp 327, que pertence a um personagem desconhecido (...). Achamos então um túnel, que combinamos com algumas dificuldades, começarmos a caminhar metros e metros e a final entramos em uma sala longitudinal completa de escombros. Ao chegar a uma segunda sala transversal nos damos conta de que estávamos em uma tumba em forma de "T", típica da dinastia XVII (...) em uma sensação de choque e tensão. Evitamos os restos e ter algum acidente. A alegria veio depois, ao assimilar a notícia. É um novo personagem que ele saiu da tumba e que tem uma história".



A noticia foi assimilada, e este novo personagem tem passado a formar parte, agora, da história documentada do antigo Egito. É um lugar de descanso eterno que se vê retratado, junto a sua esposa Neferet, em meio a um banquete de alimentos. Todos o que se pode saber se deve a uma grande parte ao "cone funerário", uma espécie de documentos de identidade que fora colocado na parte externa da tumba, que permitiu conhecer o nome e titulo do defunto, informações logo completada por especialistas.

Fonte: El Mundo

terça-feira, 4 de março de 2014

Introdução ao Tarô I


A origem do tarô é um mistério, não se sabe exatamente onde, quando, como surgiu. Embora se saiba que ocultistas dos séculos XVIII e XIX situaram sua aparição no Egito ou China e que foram pelos ciganos que fizeram chegar o tarô para a Europa, porém não há evidência histórica que possa dar suporte a esta afirmação.

O baralho de tarô mais antigo que se conserva data o ano de ~1450 e foi encomendado a pintura pela família italiana Visconti-Sforza outro grande mistério é se foram criadas o conjunto (arcanos maiores e menores) ou separadamente, porém o que se sabe é que naquela época as 78 cartas de tarô serviam para jogar um jogo qualquer e popular como é utilizada hoje as cartas de poker.  Há muitas outras especulações, deixaremos isto para um outro post.

Cartas do Tarot Visconti Sforza
Entre os mais antigos exemplares, encontra-se o célebre jogo pintado 
para a família Visconti-Sforza, de Milão, que pode datar dos anos 1430-50.

Um baralho tradicional de Tarô se compõe de 78 cartas divididas nas seguintes categorias:

56 Arcanos menores + 22 Arcanos Maiores

A palavra arcano vem do latim "arcanum" que significa secreto, mistério.


ARCANOS MENORES

Os arcanos menores são 56 cartas divididas em quatro grupos de 14 cartas, estas cartas vão de Ás a 10, mais quatro personagens da corte que pode ser Cavaleiro, Valete (ou Pajem), Rei e Rainha (ou dama), dependendo do baralho estes personagens podem mudar, ou ser substituídos, por exemplo, Rainha por princesa, ou algum animal, deus... por exemplo. Isso acontece sem mudar o significado do arcano, para saber mais leia este post aqui. Os arcanos menores representam as situações da vida diária, estes arcanos são sobrevividos hoje em nossos dias pelos jogos de mesa, poker e etc. Apegados a imagens que vem do baralho espanhol que tem uma larga tradição também como instrumento de adivinhação.

Os quatro grupos em que se dividem os arcanos menores correspondem aos quatro elementos: fogo, terra, ar e água. Estes são representação das forças ou energias constitutivas do universo: são atributos em pé de igualdade, tal como os quatro pilares do Trono de Deus;

Símbolo do naipe de Paus no baralho comum.
Fogo - Paus: Representa a energia criativa, força, impulso, a paixão, o trabalho, sexo, e pode ser compreendida como as emoções intensas, e algumas vezes fora de controle. Ânimo, progresso, energia.
É bastante relacionado também com o bastão mágico, comando, dominação, ou então ao falo, pai, poder gerador masculino, O Rei.


O símbolo do naipe de Ouros no baralho comum.Terra - Ouros: Também chamado de pentáculo. Representa os recursos e bens materiais, com o que contamos, incluindo assim o nosso corpo e saúde. Representa também a concretização, manifestação, realização, apoio da vontade, resultado da ação espiritual, esforço, estudo, inteligência, e etc. Um pentáculo não é o mesmo que estrela de cinco pontas associada comumente a ritos satânicos (igualmente de forma errada), a diferença é que o pentáculo tem a forma de uma pessoa parada com os braços estendidos, isto significa "consciência/espírito sobre o corpo".  A quinta ponta, que é o pico, representa o material sobre os instintos espirituais ou a consciência em cima do material.

O símbolo de espadas no baralho comum.Ar - Espadas: Representa o pensamento, inteligência, trocas e a comunicação, se diz que é uma das cartas mais cruéis dentre os arcanos, por que também se relaciona com os problemas que se apresentam mais frequentemente em situações de crise estas cartas aparecem bem distribuídas e de maneira uniforme entre as outras cartas.

O símbolo do naipe de Copas no baralho comum.Água - Copas: São os sentimentos, intuição e todo aquilo que nos compete emocionalmente, como o amor, a amizade, os prazeres simples da vida. São ligadas a receptividade feminina, ânfora divinatória, a mãe, místico, romântico e etc. Em resumo, nos reporta ao nosso campo mental, ao afetivo.


Dependendo do baralho e da tradição, é possível que alguma interferência ocorra, e as cartas de paus e espadas podem estar interlaçadas, porém não se preocupem agora. Lembrando que isto é apenas uma introdução. Com o tempo e estudo, há de saber as peculiaridades de cada baralho.

O Louco no Tarô Rider-Waite-Smith