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domingo, 22 de novembro de 2015

Documentário "Em busca do Espaço Cotidiano" [Jung]


Documentário realizado entre 1983 e 1986, de Leon Hirszman. O filme aborda três casos clínicos da grande psiquiatra Nise da Silveira, que, inspirada pelas teorias de Jung, revolucionou o tratamento de pacientes com sua abordagem humanista e a cura através da arte. Ao longo de anos, Dra. Nise coletou pinturas, desenhos e esculturas realizadas por seus pacientes, até fundar, em 1952, o Museu de Imagens do Inconsciente.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Falando um pouco sobre a Teoria da Sincronicidade

O psicólogo Carl Gustav Jung, desenvolveu em colaboração com o prêmio Nobel de Física de Wolfgang Pauli uma teoria denominada "Sincronicidade". 

Esta teoria afirma e sustenta que entre dois acontecimentos/fatos aparentemente inconexos, existe uma relação simultânea entre eles. Sirva como exemplo, quando sonhamos com um amigo que não o vemos ou estabelecemos algum contato a bastante tempo, e no dia seguinte o vemos. Para Jung, estes atos atos mostram como se dá o funcionamento do inconsciente coletivo, conceito outro de sua autoria. Ele afirma que este Inconsciente Coletivo conecta os seres humanos entre eles, e com a natureza. A casualidade não existe. Tudo está dentro da sincronicidade. 

As cartas do Tarot mostram o inconsciente da pessoa, e através do inconsciente coletivo nos conecta com o passado, o presente e o futuro. Em base da teoria da Sincronicidade, quando escolhemos uma carta, esta é justo a que contem a resposta pela nossa pergunta, é como se tudo fosse extremamente "calculado" pelo nosso inconsciente coletivo, e a este "calculo" damos o nome de sincronicidade. Embora a pergunta e o ato de selecionar uma carta seja, aparentemente, atos completamente inconexos, o princípio da Sincronicidade mostra que o Inconsciente Coletivo atua neste instante.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Trabalhando com Sonhos: Exercícios de Memória [Parte I]

trabalhando com sonhos: exercicios de memoriaUm sonho não é uma história, nem um filme, nem um texto ou comédia teatral. Umeim sonho é um acontecimento no espaço, uma articulação do espaço.

Encontramos-nos num espaço que ao despertar chamamos de "sonho". Nele vivemos coisas das quais podemos falar como de uma história de sonho. 

Mas a história não é o próprio sonho. A história é uma trama tecida de espaço e tempo, dentro da qual nos encontramos. Durante o sonho acreditamos estar despertos, assim como acreditamos estar despertos quando de fato estamos. Eis por que é importante recordar os sonhos como estruturas espaciais, de modo que as nossas experiências no espaço do sonho possam ser recordadas adequadamente.

A memória existia antes que os computadores a medissem em kilobytes. Na antiguidade clássica, ela era vista como uma realidade espacial e por isso o amarzenamento dos dados a memorizar acontecia de modo espacial. Os oradores da Roma antiga aprendiam a desenvolver a memória movendo-se dentro de um palácio da memória, que era utilizado do seguinte modo. 

Podiam-se ver os oradores, vestidos com suas togas, caminhas através de um edifício vazio. Concentravam-se muito atentamente em cada espaço circundante, até conhecer cada ângulo. Depois de tê-lo fixado na memória, podia servir de armazém para as coisas a serem recordadas. Imaginemos agora que se deva recordar uma poesia com quinhentos versos. O primeiro verso é colocado sobre o primeiro degrau à direita, ali onde o mármore está um pouco amarelado. Sobre o terceiro degrau  direita colocamos o segundo verso, e sobre o pilar em cima das escadas (aquele com uma veia vermelha no mármore) colocamos o terceiro verso.

Assim, os elementos a serem memorizados podiam ser colocados de modo a coincidir com cada ponto específico do edifício. E, graças a um percurso imaginário, cada frase podia ser pescada novamente, na ordem desejada. A criação de um espaço imaginário favorece a lembrança espacial. E justamente o desenvolvimento da lembrança espacial é crucial no trabalho com os sonhos. 

Os seguinte exercícios foram elaborados a partir dessa antiga mnemotécnica, dessa arte da memória.

Exercício I - O movimento através do mundo do sonho

Olhe ao redor e observe onde você se encontra. Olhe ao redor e reconheça que você está desperto. Agora tenha consciência de que você pensa estar desperto também enquanto sonha. Reconheça que você acredita estar desperto, o que porém não significa que você não está sonhando. 

Após ter tomado consciência dessa percepção, continue o exercício do ponto de vista de que na realidade você está sonhando.

Você se encontra num mundo de sonho que o circunda inteiramente, como acontece a cada noite. É um mundo totalmente autêntico. Toque o pavimento: É sólido. Belisque um braço. Que sensação experimenta? Agora comece a mover-se no espaço. Continue a reconhecer que você se move no interior de um sonho noturno ordinário, enquanto, ao mesmo tempo, tem certeza de estar desperto. Observe intensamente cada objeto que o circunda.

Repita frequentemente esse exercício.

Exercício II - A lembrança dos objetos do sonho

Você sonha que está lendo algum livro, e que a leitura deste está muito interessante, é o seu livro favorito. Agora tome esse livro nas mãos e examine atentamente o aspecto dele. Depois faça-o girar lentamente, realizando um giro completo, LENTAMENTE; observe-o como um objeto de gira.

Feche os olhos.

Reveja agora o livro como objeto. Procure recordar como girava e como aparecia a partir de diversas angulações. 

Repita esse exercício com vários objetos diferentes.

Exercício III - A criação de um armazém para a memória

Encontre um espaço grande o suficiente para poder mover-se; por exemplo, um quarto com muitos objetos. Caminhe nesse quarto durante alguns momentos. Agora vá esculpindo cada ângulo na memória. Depois sente-se ou deite-se, feche os olhos e coloque cada detalhe diante de seu olho interno. Quanto mais vezes repetir isso, mais fácil se tornará. Alguns objetos podem ser recordados mais facilmente quando os tocamos com as mãos ou os cheiramos. Coordene ao máximo seus sentidos nesse exercício de memorização.

Como os oradores de outrora, agora você tem um armazém para memória.

Este post tem continuação

domingo, 1 de junho de 2014

Lista de livros do Jung para download grátis

[ATUALIZADO - 29/08/17]

Livros de Jung para download:

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

"O Livro Vermelho" de Carl Gustav Jung

O livro vermelho ou Liber Novus, de Carl Gustav Jung, editado pela primeira vez em Outubro de 2009 em alemão e inglês, contem imagens interiores que confrontaram com o inconsciente de Jung entre os anos de 1914 a 1930. Estas experiências visionárias lançam a base da compreensão da obra Junguiana que alcança a sua maturidade a partir da alquimia.

Este livro narra e ilustra belamente as visões aterradoras e relâmpagos de C. G. Jung, acontecidas entre os anos de 1913 y 1916 ou 1917, e sua ousada tentativa de compreendê-las. O livro Vermelho não é um livro filosófico, cientifico, religioso, literário ou de arte, mas suas impressionantes visões impactantes, literárias e plásticas transmitem uma visão de mundo tão arcaica como um romance.

O livro vermelho é surpreendente e inclassificável, pois não se ajusta a ninguém dos gêneros literários conhecidos e só pode comparar-se com os grandes relatos proféticos e misticos do passado mais remoto. Não obstante, esta obra expressa a vivências de um homem de nosso tempo, eco da voz da profundidade (nossa também), que transmite uma nova compreensão de si como resposta a desorientação do homem contemporâneo. Paradoxalmente, o Livro Vermelho permanece inédito por quase um século, no entando, os escassos fragmentos de que tomamos agora conhecimento exercem uma notável influência sobre a nossa cultura. Mas além da obra de Jung, todo o leitos interessado em avistar este horizonte simbólico de nossos tempos encontrará no Livro Vermelho um estímulo incenssante para seu pensamento, e sobretudo, sua imaginação.

"Um símbolo perde força, por assim dizer, sua mágica, ou se assim quiser, sua força redentora, logo que sua solubilidade é conhecida. A partir daí um simbolo eficaz há de ser de uma natureza intocável. Há de ser a melhor expressão possível da visão do mundo próprio de uma determinada época (e cultura), uma expressão que, em quanto aos sentido, seja impossível de superar; ademais, há de estar tão longe compreensão ao intelecto crítico que falte todos os meios para dissolvê-lo de maneira válida; e, finalmente, sua forma estética há de resultar convincentemente ao sentimento, de maneira que tampouco pode levantar-se contra os argumentos sentimentais" (Jung, C. G., Tipos Psicológicos).

A obra junguiana é, em última instância, 'apocalíptica' pois antecipa a imago dei que se gesta na alma humana e que constitui a profundidade orientadora da época. A alquimia constitui a chave hermenêutica fundamental da obra junguiana a partir da década de trinta; é a tradição que dá conta do simbolismo que deve ser assumido neste movimento apocalíptico.


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